21 setembro 2006

Ideias e idiotas

O Compromisso Portugal vem mais uma vez ocupar espaço na comunicação social propondo eliminar 200 000 funcionários públicos, que estariam a mais e tornam o sector público português o mais pesado e mais caro da Europa. Para isso, propõe uma série de medidas, entre elas facilitar as reformas antecipadas e incentivos à saída voluntária.
Que eu me lembre, nos últimos quinze anos, todos os governos e ministros falaram na necessidade de diminuir os custos da função pública. Hoje, a conclusão é que nada foi feito e a situação continua na mesma. Periodicamente, surgem ideias e receitas, dos governos, das oposições e dos movimentos oriundos da ‘sociedade civil’, mas que acabam sempre por não ser mais do que isso: ideias e diagnósticos, que enchem páginas de jornais, debates nas televisões, dão notoriedade a indivíduos e grupos, mas no fim a realidade é sempre a mesma. O número de funcionários não diminui, antes pelo contrario aumenta, os serviços continuam na maioria dos casos a ter pouca ou nenhuma qualidade. Entretanto, e porque não existe dinheiro suficiente para tudo, poupa-se retirando aos cidadãos serviços básicos, como maternidades, escolas, urgências hospitalares. Cultiva-se a desertificação do interior e da província. Mas continua-se a manter o monstro Função Pública criado pelos governantes das últimas décadas, para esses tem de haver dinheiro.
Que é necessário eliminar 200 000 ou 300 000 mil funcionários, todos o sabemos. Não são necessários incentivos nem facilidades, o que é necessário é acção, e já, pois estamos fartos de ideias e idiotas.

NDS

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