29 outubro 2005

Calouste Sarkis Gulbenkian

Não sei escrever, devo por isso ficar calado ??
Que me perdoem os eruditos e intelectuais pela falta de estilo e erros mais ou menos grosseiros que certamente encontrarão ao longo destes gritos de revolta. Na falta da forma, apreciem o conteúdo.

Não posso começar este blog sem prestar homenagem à memoria de Calouste Gulbenkian. Foi graças à Fundação por ele criada que pude, na década de 60/70 descobrir a magia dos livros e da leitura, e sem sair da minha aldeia, descobrir novos mundos, culturas e mentalidades. Quantas e quantas vezes, sentado à sombra de um carvalho ou pinheiro, enquanto vigiava as ovelhas, NAVEGUEI no mundo, da América do Sul ao Pacífico, na companhia dos Filhos do Capitão Grant, ou imaginei a brancura gelada e infinita do Pólo Sul, ao sabor das aventuras de Amundsen ou Robert Scott, livros que me chegavam através da Biblioteca Itinerante Calouste Gulbenkian.
A possibilidade que a Calouste Gulbenkian me ofereceu de conhecer tantos mundos e mentalidades, foi sem dúvida o que me permitiu desenvolver e manter algum interesse pela cultura e pelo conhecimento, e talvez o que me permite não ser hoje um excluído da sociedade de informação.

Por isso, onde que que estejas, Calouste Sarkis Gulbenkian, o meu muito obrigado.
NDS.

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